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Itapetinga| Mulher apela por transporte para tratamento de filhos trigêmeos diagnosticados com autismo severo

A mulher que lutava para conseguir tratamento adequado para os filhos trigêmeos, de dois anos, diagnosticadas com transtorno do espectro autista severo tenta ajuda para conseguir pagar o transporte das crianças.

De acordo com Naiara Alves Matos, sem o tratamento correto, as crianças podem ter a qualidade de vida e o desenvolvimento comprometidos. Tiago, Benjamim e Wesley nasceram em 2019, mas só tiveram a doença identificada em 2020.

A família mora em Itapetinga, no sudoeste da Bahia. Em setembro do ano passado, a mãe lutava na Justiça para que os filhos tivessem tratamento adequado.

A família entrou com uma denúncia no Ministério Público da Bahia (MP-BA) para conseguir o acompanhamento multidisciplinar para as crianças. Um promotor arquivou o caso e um advogado entrou com o recurso.

Por não poderem esperar, amigos da família fizeram uma “vaquinha” e conseguiram custear o tratamento em um instituto privado na cidade de Vitória da Conquista. O tratamento é feito desde o início do mês de janeiro.

Naiara Matos tenta, desde dezembro do ano passado, transporte para os filhos saírem de Itapetinga e fazerem o tratamento em Vitória da Conquista. Os atendimentos acontecem cinco dias na semana (segunda, terça, quinta, sexta e sábado)

A Prefeitura de Itapetinga até disponibilizou o veículo, mas depois do terceiro dia do tratamento, o serviço foi suspenso.

“Antes do tratamento iniciar, eu procure o CDM da minha cidade e procurei o responsável pelo setor de transporte e relatei a situação para ele. Ele mandou eu voltar no dia 3 de janeiro e me garantiu que teria transporte para os meus filhos todos os dias”, disse Naiara Matos.

Após a Prefeitura de Itapetinga suspender o transporte das crianças, Naiara Matos já gastou mais de R$ 300 para levar os filhos para o tratamento. A mulher alega que não tem condições de arcar com as despesas.

“Eu não tenho como arcar, não tenho habilitação para ir dirigindo e se eu tivesse, eu não tenho condições de arcar com essas despesas”, afirmou a mãe dos meninos.
O tratamento das crianças não pode ter interrupções. Se isso acontecer, o desenvolvimento dos trigêmeos pode ficar comprometido.

“Essas crianças já eram pra ser acompanhadas há mais tempo, porque quanto antes se inicia o tratamento, quando mais precoce é a intervenção, maiores são os ganhos e resultados”, disse a fisioterapeuta Aline Barros.
Em setembro do ano passado, Naiara contou que os trigêmeos se apresentavam mais agressivos, agitados e nervosos. Os meninos chegavam a se machucar por causa da irritação.

“Os três batiam a cabeça na cabeça. O Wesley se fere, senta e começa a se coçar e quando a gente ver, já está sem a pele, sangrando. Ele fere a cabeça e agora começou a arrancar a pelezinha da boca”, contou a mãe dos trigêmeos.

Segundo o relatório médico, os trigêmeos, já naquele momento, precisariam de um acompanhamento urgente com um neuropediatra, psicólogo, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional e acompanhante terapêutico, com uma análise de comportamento aplicada.

Em nota, a Prefeitura de Itapetinga informou que não recusou o pedido de Naiara Matos inicialmente, mas a demanda se tornou inviável, uma vez que diariamente o município já transporta quase 30 pacientes oncológicos, além de todos os pacientes da Policlínica Estadual e os regulados das demais especialidades.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a prefeitura não tem condições d disponibilizar todos os dias o transporte específico para uma única família.

Ainda de acordo com o órgão, o transporte de domicílio é exclusivo para pacientes da rede pública e a Secretaria de Saúde não tem dever de atender a demanda, porque as crianças são atendidas na rede particular. (g1)

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