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Risco de obesidade aumenta 75% quando mães não têm hábitos saudáveis

Tal mãe, tal filho. No que depender de uma pesquisa divulgada nesta quarta (4), esse ditado não poderia ser mais verdadeiro. De acordo com o estudo publicado na revista BMJ, mães com um estilo de vida pouco saudável têm mais chances de terem filhos obesos.

Segundo os pesquisadores, se comparadas aos filhos de mulheres que levam uma vida com hábitos considerados saudáveis, as crianças do primeiro grupo têm um risco 75% maior de desenvolver a obesidade. Além disso, as chances de uma família desenvolver a doença caem 82% quando todos levam uma vida mais saudável.

Estudo avaliou mais de 40 mil pessoas

Para chegar aos resultados, os pesquisadores compararam dados com IMC (índice de massa corporal), qualidade da dieta, regularidade da prática de atividades físicas e consumo de álcool e cigarros em quase 17 mil mulheres. No que dizia respeito à alimentação, foram avaliadas informações como consumo de vegetais, frutas, carnes vermelhas, processados, bebidas açucaradas, gordura trans e sódio.

Com essas informações em mãos, os pesquisadores passaram a analisar o impacto desses hábitos na saúde das quase 25 mil crianças e adolescentes participantes.

Segundo os pesquisadores, os resultados reforçam as conclusões de outros estudos na mesma área, que já apontaram, por exemplo, a influência do nível de atividades físicas e a dieta das mães nas escolhas de exercício e alimentação dos filhos.

Ministério da Saúde dará incentivo financeiro a município que bater meta de vacinação

Como forma de incentivar a vacinação de crianças, o Ministério da Saúde vai repassar um recurso adicional aos municípios para que se organizem em campanhas.

Será concedido R$ 1 por pessoa, considerando a base populacional já utilizada a outros repasses financeiros na Atenção Primária à Saúde. Para o aporte financeiro, o órgão disponibilizou R$ 206 milhões.

O valor está condicionado ao cumprimento de duas metas. Mensalmente, os gestores deverão informar ao ministério o estoque das vacinas poliomielite, tríplice viral (que protege contra sarampo, rubéola e caxumba) e pentavalente.

Além disso, os municípios precisarão atingir pelo menos entre 90% e 95% de cobertura vacinal contra o sarampo em crianças de 1 a 5 anos de idade, com a primeira dose da vacina tríplice viral.

“O repasse será proporcional ao alcance. Se cumprir entre 90% e 95% de cobertura receberá 50% do recurso; no caso de 100% será o valor total”, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. 

“O Brasil chega a 92% de cobertura vacinal na primeira dose e 80% na segunda. Então, nós temos 20% de crianças que não tomaram a segunda dose da tríplice viral nos últimos cinco anos. A vacina é um direito da criança”, afirma Mandetta. 

Durante entrevista coletiva realizada nesta sexta-feira (4), em Brasília, Mandetta pediu aos pais e responsáveis que chequem a carteirinha de vacinação das crianças e levem-nas ao posto de saúde para complementação de dose, se for o caso.

Nos últimos 90 dias, o Brasil registrou 5.404 casos confirmados de sarampo. Dos casos confirmados no período, 97% (5.228) estão concentrados em 173 municípios do estado de São Paulo.

O Ministério da Saúde realizará uma campanha de vacinação contra o sarampo, em cinco etapas. Duas ocorrerão em 2019 e as outras três no próximo ano.

A primeira terá início na próxima segunda-feira (7). Até o dia 25 de outubro, as doses estarão disponíveis para crianças de entre seis meses e quatro anos, 11 meses e 29 dias. O dia D, para conscientizar sobre a importância da vacina será no sábado (19).

A segunda etapa, de 18 a 30 de novembro, contemplará a população de 20 a 29 anos, com Dia D em 30 de novembro.

Em 2020 (ainda sem data definida), serão contempladas três faixas etárias: de 5 a 19 anos, de 30 a 49 anos e de 50 a 59 anos. ( Folhapress )

Anvisa cria portal para solicitação de canabidiol por meio de formulário eletrônico

Desde o dia 2 de outubro foi disponibilizado pela Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) um portal para a solicitação de importação de medicamentos a base de canabidiol (clique aqui). A partir de agora, os pedidos, conforme prescrição médica, poderão ser feitos em um formulário eletrônico. São permitidos, somente, o preenchimentos dos dados pelo paciente ou representante legal devidamente constituído.

De acordo com a Agência Brasil, a medida tem como objetivo agilizar as solicitações, no entanto, a Anvisa esclarece que nada muda em relação ao passo a passo dos pedidos. As solicitações feitas no formulário vão gerar processos que poderão ser autorizados ou não.

“As etapas do processo de pedido de análise de importação continuam as mesmas e incluem a necessidade de o paciente ter consultado um médico e obtido uma prescrição do medicamento. Depois disso, é preciso fazer um cadastro junto à Anvisa e solicitar a análise de importação. Após a avaliação técnica do pedido, o órgão autoriza a compra do medicamento, que é o que permite a importação pelo paciente”, diz a Anvisa.

Carne vermelha: Não há benefícios em restringir o consumo

Alvo de preocupações quanto a uma possível relação com doenças cardíacas, cânceres e outros problemas de saúde, a carne vermelha e a carne processada industrialmente foram “inocentadas” por um estudo internacional.

Esta semana uma colaboração internacional entre pesquisadores produziu uma série de análises que concluíram que as recomendações sobre a redução de consumo de carne vermelha não é sustentada por provas científicas sólidas.

De acordo com os pesquisadores, se existem benefícios para a saúde com um menor consumo de carne bovina e suína, eles são pequenos. 

A pesquisa, no entanto, incitou muitas críticas e ataques. Reportagem da Folha de S. Paulo atribui essas reações a dois fatores: a crescente conscientização sobre a degradação ambiental causada pela criação de gado e a preocupação já antiga quanto ao bem-estar dos animais usados para produção industrial de alimentos.

Mulher dá à luz em motel de SP e casal é multado por ‘orgia’ com equipe médica

Junto com a chegada da pequena Chloe o casal Priscila e Vitor experimentou vários episódios incomuns. A mulher deu à luz em um motel de São Paulo e eles ainda foram multados em mais de mil reais por “orgia”.

O casal planejava que o parto acontecesse em um hospital, mas Priscila não atingiu a dilatação. Eles então decidiram passar a noite em um motel porque no dia em questão, 7 de setembro, a cidade enfrentava greve de ônibus.

Segundo reportagem da Veja, durante a noite Priscila teve contrações e na manhã seguinte entrou em trabalho, não deu tempo de voltar para o hospital e Chloe nasceu no motel em que os pais estavam hospedados.

“Minha esposa começou a gritar ‘Vai nascer! Vai nascer’ e às 9h40 estourou bolsa. Priscila entrou no banho, mas começou a sair muito sangue”, relembra Vitor. “No banho, minha esposa se tocou e sentiu Chloe já coroada. Exausta e sem forças, ela caminhou de perna aberta até a cama. Foi quando vi a cabeça da bebê para fora. Que adrenalina!”, relatou Vitor ao veículo.

O papai recebeu orientações da doula, que não conseguiu chegar a tempo, através do celular, em uma vídeoconferência. “Uma mão segurava o telefone e a outra, abaixo da Pri, esperando a Chloe sair“, lmebrou ele.

O parto em local inusitado acabou submetendo o casal a pagar R$ 1082 pela estadia e uma multa por “orgia”, por causa do número excedente de pessoas no quarto, os pais, a bebê e a equipe média, além da higienização necessária.

Ex-assessor aponta ligação de Ministro do Turismo e Bolsonaro em caixa dois

O depoimento de um ex-assessor parlamentar do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, e uma planilha apreendida em uma gráfica indicam o desvio de recursos do esquema de candidaturas laranjas do PSL em Minas Gerais para as campanhas de Jair Bolsonaro à presidência da República e de Marcelo Álvaro a deputado federal. A prática revelaria a ação de caixa 2, movimentação de recursos de campanha sem declaração oficial à Justiça.

O assessor parlamentar do ministro e coordenador de sua campanha no Vale do Rio Doce (MG), Haissander Souza de Paula, disse à Polícia Federal que “acha que parte dos valores depositados para as campanhas femininas, na verdade, foi usada para pagar material de campanha de Marcelo Álvaro Antônio e de Jair Bolsonaro”. Uma planilha apreendida pela PF, intitulada “MarceloAlvaro.xlsx”, se refere ao fornecimento de material eleitoral para a campanha de Bolsonaro com o termo “out”. Para os investigadores, a utilização da palavra em inglês significaria pagamento “por fora”, segundo a Folha de São Paulo.

Na última sexta-feira (4), o ministro foi indiciado pela Polícia Federal e denunciado pelo Ministério Público de Minas Gerais acusado dos crimes de falsidade ideológica eleitoral, apropriação indébita de recurso eleitoral e associação criminosa. Ele nega qualquer irregularidade.

O ex-assessor foi preso por cinco dias no final de junho. Em seu depoimento, Haissander afirma ainda que Lilian Bernardino, uma das quatro candidatas laranjas do PSL em Minas Gerais, não gastou os R$ 65 mil recebidos formalmente. Candidata a uma vaga na Assembleia Legislativa do estado, ela obteve apenas 196 votos. As quatro candidatas juntas receberam R$ 279 mil em recursos públicos do partido, mas não houve evidências de que tenham de fato realizado campanha.

De acordo com a investigação da PF, há indícios de que o dinheiro formalmente declarado para as quatro candidatas foi parar nas campanhas de outras candidaturas, como a do ministro do Turismo, parlamentar mais votado no estado nas eleições de 2018.

Em 17 de setembro, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu que o ato de fraudar a cota de gênero nas eleições leva à cassação de toda a chapa eleita. Segundo a legislação, as coligações devem ter ao menos 30% de candidatas mulheres e os partidos devem destinar no mínimo 30% dos recursos públicos para estas candidaturas.

De acordo com a Folha, a defesa de Marcelo Álvaro Antônio, por meio de nota, afirma que a investigação das candidaturas laranjas do PSL não apontou nenhum ato irregular do ministro. A assessoria de imprensa do Palácio do Planalto afirmou que não comentaria. (g1)

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