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Geração “Tadala”: o perigo por trás da busca pela ereção perfeita
O uso da tadalafila, medicamento originalmente indicado para homens acima dos 40 anos com disfunção erétil, tomou um rumo inesperado no Brasil. Rebatizado nas redes sociais como “tadala”, o fármaco viralizou entre jovens que buscam uma “solução milagrosa” para performance sexual e ganhos na academia.
No entanto, o que parece um atalho para a autoconfiança pode esconder riscos graves à saúde física e mental.
O Mito da Performance: Placebo e Efeito “Pump”
Muitos jovens utilizam a tadalafila como pré-treino, acreditando que a vasodilatação potencializa o ganho de massa muscular. Especialistas são categóricos: não há evidência científica para isso.
A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) alerta que a sensação de pump (inchaço muscular) é apenas transitória e periférica. Em homens sem problemas fisiológicos, o remédio não aumenta o pênis, não prolonga o coito e não garante ereções mais rígidas do que o natural.
“Trata-se de uma bengala psicológica“, explica o urologista Daniel Suslik Zylbersztejn, do Hospital Israelita Albert Einstein. O ganho real costuma ser apenas a redução da ansiedade pela falsa segurança do comprimido.
Os Riscos: Da Taquicardia ao Priapismo
A automedicação, especialmente sem critérios clínicos, pode transformar a busca pelo prazer em um pesadelo médico. Os principais efeitos colaterais incluem:
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Problemas Cardiovasculares: Taquicardia, alterações na pressão arterial e, em casos extremos, infarto ou AVC.
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Priapismo: Uma ereção dolorosa e persistente que não cessa após o ato sexual, podendo causar danos permanentes ao tecido peniano.
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Sentidos Comprometidos: Perda temporária de visão ou audição e desmaios.
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Efeito Paradoxal com Álcool: Misturar o remédio com bebidas alcoólicas (um depressor do sistema nervoso) pode, ironicamente, causar a falha na ereção.
A Dependência Psicológica e a Geração “Tadala”
Uma revisão publicada em 2024 no Diversitas Journal revela que a maioria dos usuários consome o medicamento sem prescrição médica. As motivações são puramente comportamentais:
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Desejo de autoconfiança extrema;
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Pressão por performance ditada por padrões irreais (pornografia);
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Ansiedade social e medo de falhar.
Segundo Gustavo Alves Andrade dos Santos, pesquisador da USP-RP, embora não cause dependência química, o fármaco cria uma dependência psicológica. O jovem passa a acreditar que só é capaz de ter uma relação satisfatória se estiver medicado, ignorando que o sexo envolve conexão e não apenas rigidez física.
Cuidado com as “Gomas” e Fórmulas Irregulares
A internet facilitou o acesso a versões perigosas: gomas e suplementos com tadalafila que não possuem registro na Anvisa. Esses produtos, muitas vezes apresentados em embalagens coloridas e recreativas, banalizam o risco e podem conter contaminantes.
Quando procurar ajuda?
Um episódio isolado de falha na ereção é normal e pode acontecer com qualquer homem devido ao cansaço ou estresse. Se isso se tornar recorrente, a solução não é a “tadala” da internet, mas sim:
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Consultar um urologista para exames clínicos;
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Investigar causas psicológicas com um terapeuta;
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Adotar hábitos de vida saudáveis.
Lembre-se: Medicamentos como tadalafila, sildenafila (Viagra) e vardenafila só devem ser utilizados sob orientação médica.
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