Polícia
Execução do ex-delegado em SP foi planejada com 5 meses de antecedência
A execução do ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, que foi morto em Praia Grande, no litoral paulista, na última segunda-feira (15), começou a ser planejada mais de cinco meses antes do crime, de acordo com investigações da Polícia Civil. Fontes, de 64 anos, foi assassinado com tiros de fuzil por uma quadrilha de aproximadamente seis criminosos encapuzados enquanto estava sozinho em seu carro, um Fiat Argo sem blindagem, que pertencente à sua esposa. O veículo ficou com 29 perfurações de bala. Com informações do G1.
Planejamento meticuloso e veículos roubados
De acordo com a apuração policial, o plano para a execução de Ruy Ferraz Fontes teve início em março deste ano, quando um dos carros usados no crime, um Jeep Renegade, foi roubado na capital paulista. Já o segundo veículo, um Toyota Hylux, foi roubado em julho, também na cidade de São Paulo. O Hylux aparece em imagens gravadas por câmeras de segurança e é dele que os criminosos saem atirando, conforme mostram as imagens obtidas pela polícia.
Após o crime, os veículos usados na emboscada foram abandonados pelos criminosos na cidade de Praia Grande. O Renegade foi encontrado estacionado a cerca de 2 km do local do homicídio, enquanto o Hylux foi encontrado queimado. Ambos estavam na mesma região, o que ajuda a confirmar o planejamento da fuga da quadrilha. Além disso, um terceiro veículo, utilizado pelos criminosos, também foi usado na fuga. A Polícia Civil segue investigando o caso e, a pedido do Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a Justiça decretou as prisões temporárias de dois suspeitos, cujas identidades ainda não foram reveladas.
Motivo do crime: PCC ou desafetos?
Uma das linhas de investigação aponta para a possível ligação da morte de Ruy Ferraz Fontes com o Primeiro Comando da Capital (PCC), facção criminosa que atuava no tráfico de drogas no estado e que já havia ameaçado o ex-delegado no passado. Fontes teve um histórico de combate à facção, o que teria gerado o rancor dos criminosos. Além disso, um dos suspeitos de envolvimento no assassinato já esteve preso em uma penitenciária controlada pelo PCC, conforme informações do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo (MP-SP).
Por outro lado, também há uma hipótese de que o assassinato tenha relação com o trabalho de Ruy como secretário de Administração da Prefeitura de Praia Grande, o que pode ter gerado inimigos e desafetos.
Despedida
Ruy Ferraz Fontes, que era casado e morava com a esposa em São Caetano do Sul, não deixou filhos. Com um histórico de luta contra o crime organizado e de dedicação à segurança pública, sua morte deixa um vazio no combate ao tráfico e à violência no estado. O caso segue em investigação, com as autoridades tentando reunir o máximo de informações para esclarecer as motivações do assassinato e capturar os responsáveis.
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