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Garis cruzam os braços no São João do Pelourinho e lixo se acumula

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Assim que o relógio marcou 00h desta segunda-feira, 22, os trabalhadores da limpeza urbana que autuavam entre as vias e vielas do Centro Histórico de Salvador, onde, desde o dia 4 deste mês, acontecem os festejos de São João, cruzaram os braços e abandonaram seus postos de trabalho em adesão à paralisação nacional da categoria.

Em poucos minutos, sacos de lixo e outros resíduos começaram a se acumular em diversos pontos evidenciando o impacto imediato da interrupção de um serviço essencial, mas, muitas vezes, invisível aos olhos da população.

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Em pouco tempo, o lixo começou a acumular
Em pouco tempo, o lixo começou a acumular – Foto: Rafael Muller/ Ag. A TARDE

A mobilização, realizada em todo o país, tem como principal reivindicação a votação do Projeto de Lei nº 4146/2020 – conhecido como PL dos Garis e Margaridas -, prevê a regulamentação da profissão e a ampliação dos direitos desses profissionais.

Lixeira em uma das vias do Centro Histórico
Lixeira em uma das vias do Centro Histórico – Foto: Giulia Gazar / Ag. A TARDE

O texto, já aprovado na Câmara dos Deputados, segue em tramitação no Senado Federal e aguarda inclusão na pauta para ser apreciado e votado pelo plenário, sob a condução do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (UNIÃO).

O PL, além de buscar regulamentar a profissão desses trabalhadores, também reivindica:

  • Reconhecimento legal da atividade
  • Jornada de 40 horas semanais
  • Piso salarial nacional equivalente a dois salários mínimos
  • Adicional de insalubridade em grau máximo
  • Aposentadoria especial para atividades insalubres
  • Benefícios voltados à saúde e a segurança

Parou tudo!!

Enquanto aguardava o transporte para voltar a empresa para guardar os materiais de trabalho, um gari, que preferiu não se identificar, afirmou que se sentia desvalorizado e que, por isso, estava aderindo a paralisação.

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“A questão é, que por causa de um senador ou alguns que não valorizam o trabalho da gente, que é bem feito, bem reciclado, que paramos. Não pagam o nosso direito trabalhista, que é o certo e essa pauta já está rolando há anos. Acho que chegou a hora de dar um basta nisso”, afirmou o rapaz.

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Ele ressaltou ainda que a reivindicação é algo antigo e que a categoria não reivindica nada além da garantia dos direitos.

“A reivindicação é por melhores condições trabalhistas, uma aposentadoria digna, a insalubridade. A gente recebe insalubridade, mas tem outras coisas que temos direito”, descreveu o trabalhador.

Plano de contingência

Antes do início da mobilização, a Empresa de Limpeza Urbana de Salvador (Limpurb) informou que havia preparado um plano de contingência para reduzir os impactos da paralisação.

Em nota, divulgada nas redes sociais, no sábado, 20, o órgão comunicou que a coleta desta segunda-feira, 22, seria realizada na manhã do domingo, 21. Ainda no documento, a Limpurb disse que, ao longo do dia de hoje, informaria sobre a execução do plano emergencial.

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Em conversa com o Portal A TARDE, o presidente da Limpurb, Carlos Augusto Gomes, afirmou que esperava que a paralisação não se prolongasse. No entanto, ele ressaltou que, caso isso ocorra, o município está preparado “para trabalhar para limpar a cidade o mais rápido possível”.

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Até o final da manhã desta segunda-feira, a Limpurb não havia divulgado nas redes sociais nenhuma atualização do plano emergencial de limpeza na cidade.





Fonte: A tarde

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