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Polícia

Jovem que confessou matar mulher trans é preso na Bahia; caso choca o país

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O jovem Sérgio Henrique Lima dos Santos, 19 anos, que confessou ter matado a influenciadora trans Rhianna Alves, foi preso nesta quarta-feira (10) após ser alvo de um mandado de prisão preventiva. O crime ocorreu no último sábado (6) em Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia.

A informação foi confirmada pela Polícia Civil da Bahia e gerou forte repercussão nas redes sociais, impulsionando debates sobre violência contra pessoas trans e atuação policial.


🔎 O que se sabe sobre a prisão

De acordo com o delegado Leonardo Mendes Júnior, o suspeito foi detido em Serrinha, a mais de 900 km do local do crime, após ser indiciado por feminicídio.
O inquérito policial foi concluído e encaminhado para a Justiça.

Após a prisão, Sérgio Henrique foi levado a uma unidade policial, onde passará por exames e ficará à disposição do Poder Judiciário.


👩‍⚧️ Quem era Rhianna Alves

  • Moradora de Luís Eduardo Magalhães

  • Blogueira e influenciadora digital

  • Mais de 5 mil seguidores nas redes sociais

  • Registrava sua rotina e produzia conteúdo de lifestyle

O corpo da jovem foi sepultado na terça-feira (9), em América Dourada, cidade da família.

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🚗 Quem é o suspeito

Além de trabalhar como motorista por aplicativo, Sérgio Henrique atuava em um lava-jato na cidade de Barreiras, também no oeste da Bahia.

O g1 tentou contato com o jovem e com sua defesa, mas não obteve retorno.


🗣️ Qual foi a versão apresentada pelo suspeito

No depoimento à polícia, Sérgio Henrique afirmou que:

  • buscou Rhianna para ter relações sexuais;

  • ao deixá-la em casa, ocorreu uma discussão;

  • segundo ele, a vítima teria ameaçado expor a relação e acusá-lo de estupro;

  • após um movimento que ele interpretou como ameaça, aplicou um golpe “mata-leão”.

Ele levou o corpo até a delegacia e pediu socorro, mas a vítima já estava morta.


❓ Por que ele não foi preso inicialmente?

Segundo a Polícia Civil, o jovem foi liberado após se apresentar espontaneamente, confessar o crime e alegar legítima defesa.

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O advogado criminalista Miguel Bonfim explicou que a Constituição Federal prevê que prisões só podem ocorrer em flagrante ou por ordem judicial:

“A regra no ordenamento jurídico brasileiro é que a pessoa responda ao processo em liberdade, por mais repugnante que isso pareça.”


📣 Repercussão e pressão por justiça

O caso ganhou grande visibilidade nas redes sociais, sendo comentado por:

  • Erika Hilton (PSOL-SP), deputada federal, que enviou ofícios ao SSP-BA e MP-BA;

  • Secretaria de Justiça e Direitos Humanos da Bahia, que afirmou acompanhar o caso;

  • Ministério Público da Bahia, que requisitou informações à polícia;

  • Comissão de Diversidade Sexual e Gênero da OAB-BA, que demonstrou indignação com o crime.

Ives Bittencourt, presidente da comissão, afirmou:

“Ele matou essa mulher trans com um mata-leão por uma suposta ameaça. Vamos seguir acompanhando o caso.” Com informações do g1)

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