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Latam reduz voos e projeta prejuízo bilionário com alta do querosene

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Pressionada pela instabilidade geopolítica no Oriente Médio, a Latam anunciou que vai cortar 3% da oferta de assentos planejada para junho de 2026.

A decisão é uma resposta direta à escalada nos preços do querosene de aviação (QAV), que deve gerar um gasto extra de US$ 700 milhões (aproximadamente R$ 3,4 bilhões) apenas entre abril e junho deste ano.

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Peso no caixa

A disparada dos custos operacionais transformou o combustível no principal vilão das companhias aéreas. Historicamente, o QAV representa 30% das despesas de uma aérea, mas o cenário atual elevou essa fatia para 45%, segundo a Abear.

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Embora 80% do QAV usado no Brasil seja produzido localmente, o preço segue o mercado global. O combustível acumulou quase 100% de alta após três reajustes consecutivos.

O fechamento do Estreiro de Ormuz elevou o barril de petróleo de US$ 70 para mais de US$ 100, afetando 20% da produção mundial.

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Passageiro paga a conta

A combinação de oferta reduzida com custos elevados deve encarecer ainda mais os bilhetes. Em março, a tarifa média da Latam já havia atingido R$ 733,05, um salto de 19,3% em relação ao ano anterior — índice acima da média do mercado nacional.

A companhia ainda não detalhou quais rotas sofrerão cortes em junho e segue avaliando a malha aérea para o segundo semestre.

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Hedge e defasagem

Apesar do cenário crítico, os resultados do primeiro trimestre não refletiram totalmente a crise devido a dois mecanismos financeiros, que são os contratos futuros, os quais permitem comprar o insumo a preços pré-fixados. A Latam confirmou que ampliou essa proteção para o 2º e 3º trimestres de 2026.

Também, o intervalo de 20 a 30 dias entre o preço de mercado e o preço efetivamente pago pela Latam nas refinarias regionais.

Perspectivas para o semestre

A empresa projeta que o alívio nos custos só deve aparecer no final de 2026.

Estimativa do Barril (QAV) 2026

2º Trimestre US$ 170

3º Trimestre US$ 170

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4º Trimestre US$ 150 (Projeção de queda)

Incerteza

O mercado aguarda o desfecho de negociações diplomáticas entre EUA e Irã. Um possível acordo poderia encerrar o conflito e derrubar os preços, embora petroleiras como a Equinor alertem que a normalização do mercado global pode levar, no mínimo, mais seis meses.

Em nota, a Latam Brasil ressaltou que, apesar do corte de 3% no planejamento original, a empresa ainda prevê um crescimento de 8% na capacidade doméstica em junho de 2026 quando comparado ao mesmo mês de 2025.





Fonte: A tarde

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