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Vereador xinga mãe de autista para esconder colapso na saúde

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Uma discussão durante a sessão ordinária da Câmara Municipal de Catende, na Mata Sul de Pernambuco, terminou em grave desentendimento entre uma moradora e um parlamentar.

Maria Oliveira, de 34 anos, mãe de duas crianças diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), acusa o vereador Djalma da Saúde (PSDB) de ter disparado insultos contra ela — incluindo os termos “palhaça”, “descompensada” e “gentinha” — após ela interromper os trabalhos no plenário para protestar. O bate-boca foi transmitido ao vivo pela TV Mata Sul.

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Manifestação

A manifestação começou no momento em que a moradora cobrava publicamente o cumprimento de direitos e a oferta de serviços na Secretaria de Pessoas com Deficiência do município.

A pasta em questão é comandada por Vanine Rodrigues da Silva, apontada como esposa do próprio parlamentar. Durante o protesto, Maria relatou que tentou buscar atendimento especializado para os dois filhos na rede pública, mas acabou tendo “a porta fechada na cara”. A interrupção forçou a paralisação temporária da reunião legislativa.

Com a retomada das atividades, Djalma da Saúde utilizou a tribuna para rebater as declarações e fez críticas diretas à conduta de Maria e de outros cidadãos que acompanhavam a cobrança.

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Na ocasião, o tucano apresentou a captura de tela de uma conversa privada com a moradora datada de 16 de abril. Segundo ele, no diálogo, a mãe comunicava que se mudaria para Recife e sugeria que a vaga da filha fosse repassada a outra criança com TEA.

Djalma declarou ainda que o município dispõe de 400 vagas na rede de atendimento especializado para um contingente de aproximadamente 800 crianças com algum tipo de necessidade especial.

“Essa questão do BPC, de algumas mães, talvez como essa descompensada que saiu aqui, se usa o dinheiro do BPC de uma forma correta, de uma forma que dê assistência à criança”, afirmou o parlamentar da tribuna.

Ao discursar, o vereador declarou que não se deixaria intimidar por manifestações e acusou grupos políticos de usarem recebedores do Benefício de Prestação Continuada (BPC) para promover mobilizações na cidade.

Ele citou a atuação da chamada “caravana do autismo”, iniciativa que, segundo o legislador, reúne procurações e documentos de famílias para viabilizar laudos médicos, consultas especializadas e acesso ao benefício federal.

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Reação e acusações

Após o encerramento da sessão, Maria Oliveira afirmou ter sofrido uma crise de ansiedade por conta do episódio. Além dos xingamentos recebidos ao deixar a tribuna, a mãe rebateu as insinuações do parlamentar de que estaria recebendo compensação financeira de adversários do vereador para realizar a manifestação.

“Ele está me acusando de ser comprada por Caio e Bilu. Em momento nenhum fui paga ou recebi propina de político. Eu estava no meu direito e tenho direito de cobrar”, declarou a moradora.





Fonte: A tarde

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