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Corpo de idoso encontrado carbonizado em Itambé; acusado foi preso em Conquista

Por iRepórter.blog

Investigadores da Polícia Civil cumpriram um mandado de prisão temporária em desfavor de um homem de 49 anos, acusado de assassinar um idoso, carbonizado. A vítima tinha 79 anos e morreu dentro do próprio carro. A ordem judicial para prender o investigado partiu da Justiça Criminal de Itambé e foi cumprida na manhã desta quinta-feira (6) em Vitória da Conquista. No momento da prisão, o homem caiu em contradição diversas vezes, no entanto, na hora de prestar depoimento na delegacia preferiu o silêncio, dizendo que falaria apenas em Juízo.  O acusado segue preso no Complexo Policial de Itapetinga, á disposição da justiça.

A Polícia Civil dos municípios de Itapetinga, Itambé e Vitória da Conquista trabalham no caso desde 15 de abril, quando o corpo de Manoel Ribeiro de Queiroz foi encontrado dentro de um VW Saveiro, carbonizado, ás margens da BA- 634. A rodovia liga os municípios de Itambé e Ribeirão do Largo.  Por volta das 19h30 de uma quinta-feira, no trecho da fazenda de Lô Flores, motoristas que passavam pelo local avistaram um carro em chamas e ligaram para a polícia, acreditando se tratar de um acidente.  Após o incêndio, ficou constatado que havia um corpo humano no interior do carro.  Em poucas horas, a polícia localizou a família da vítima, na cidade de Vitória da Conquista.

Os investigadores descobriram que na noite anterior ao crime, o suspeito agendou uma viagem com Manoel. O idoso trabalhava comercializando cachaça e deixou a residência transportando 50 litros da bebida na carroceria do VW Saveiro.  O produto pode ter sido utilizado para atear fogo no veículo com a vítima dentro. O investigado tinha uma dívida com a vítima, que vinha cobrando frequentemente. Esse teria sido o motivo do homicídio, segundo a polícia.

O mandado de prisão tem validade de 30 dias, mas pode ser prorrogado ou convertido em prisão preventiva. O preso deve responder por homicídio qualificado, pois o crime foi premeditado e praticado por motivo financeiro. A pena varia de 12 e 30 anos de reclusão.


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